Interventor diz que vandalismo no domingo foi por falta de comando
Cappelli responsabilizou Torres pela falha na segurança
Cappelli responsabilizou Torres pela falha na segurança
O interventor na segurança pública do Distrito Federal,
Ricardo Cappelli, disse nesta quarta-feira (11) que foi por causa de “falta de
comando” que não se conseguiu conter as ações de vandalismo e as "posturas
terroristas" ocorridas no dia 8. Ele responsabilizou diretamente o
ex-secretário de Segurança Pública e ex-ministro da Justiça Anderson Torres pelo
ocorrido. Cappelli garantiu que situação similar jamais se repetirá na capital
do país.
“O que houve no domingo foi falta de comando e de liderança.
Após o Anderson Torres ter assumido a secretaria, ele exonerou boa parte do
comando, e viajou aos Estados Unidos sem estar de férias, uma vez que, segundo
o Diário Oficial do DF, suas férias teriam início no dia 9, após o ocorrido”,
disse o interventor.
Cappelli manifestou “plena confiança” nos homens da
segurança do Distrito Federal. “Segurança se faz com liderança e comando. Hoje
temos comando e tenho plena confiança nos homens da segurança. Essa é a grande
diferença com relação à manifestação anterior”, disse.
“Quero, portanto, transmitir à população uma mensagem de
tranquilidade. Não há hipótese de se repetir, na capital federal, os fatos
inaceitáveis do último dia 8”, disse. Por questões estratégicas, Cappelli não
revelou quantos profissionais foram mobilizados para atuarem na segurança das
manifestações de hoje.
Entre as medidas planejadas está o fechamento da Esplanada
dos Ministérios para a circulação de veículos e a instalação de barreiras para
revista, além de bloqueio para manifestantes nas proximidades do Congresso
Nacional. "Tudo será feito dentro da lógica pacífica de direito à
manifestação", explicou Cappelli. "Mas livre manifestação não pode se
confundir com posturas terroristas novamente", alertou.
Com relação às cerca de 1,2 mil prisões efetuadas durante o
flagrante do dia 8, Cappelli disse que todas pessoas liberadas por
questões humanitárias (idosos, grávidas, mães com crianças) já foram
identificadas. “Caso a perícia ou as imagens apontem algum procedimento
criminal travestido de passeata, eles serão recolhidos para o devido tratamento
legal”.
Perguntado se houve prevaricação de algum policial militar, no sentido de facilitar a entrada dos vândalos nas sedes dos Três Poderes, o interventor disse que a Polícia Militar já está investigando, e que “abrirá até sexta-feira (13) um inquérito para apurar conduta eventual de policiais que se comportaram fora daquilo que era previsto”.
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